A remada na máquina trabalha os músculos das costas através de um movimento em que a carga é puxada em direção ao corpo. É diferente da máquina de remo, um equipamento de cardio que trabalha o corpo todo em simultâneo. Antes de equipar esta zona de treino de força, vale a pena perceber os benefícios da remada na máquina e o que distingue um equipamento pensado para uso profissional.
Esta é uma decisão mais importante do que pode parecer. A maioria dos praticantes treina muito mais os movimentos de empurrar, como peito e ombros, do que os de puxar, como as costas. Com o tempo, este desequilíbrio pode refletir-se na postura e tornar-se difícil de corrigir quando o espaço e o equipamento já estão definidos.
Neste artigo, vai descobrir que músculos a remada na máquina trabalha, que erros de execução deve evitar e quais os critérios mais importantes para escolher o equipamento certo.
- A remada na máquina é um exercício guiado para o treino das costas, que trabalha sobretudo o grande dorsal, o trapézio e os romboides;
- Não deve confundir-se com a máquina de remo, um equipamento de cardio que trabalha o corpo todo e não um grupo muscular específico;
- Existem diversas variantes, como a remada baixa sentada, a remada alta e a remada convergente, cada uma com características e ângulos de execução diferentes;
- Ajuda a promover um treino mais equilibrado e a compensar o excesso de exercícios de empurrar, comum na maioria dos praticantes;
- Os erros de execução mais frequentes incluem curvar a coluna e utilizar carga excessiva, o que pode deslocar o esforço da zona média das costas para a região lombar;
- O apoio do peito e o alinhamento dos ombros são dois dos ajustes que mais influenciam uma execução correta;
- Na escolha de um equipamento profissional para fazer a remada, é importante avaliar a robustez do sistema de cabos e pesos, bem como o conforto e a ergonomia de cada variante;
- Um estudo mediu a proporção entre força de empurrar e de puxar em adultos ativos, e encontrou um desequilíbrio considerável a favor dos movimentos de empurrar, mais treinados por defeito na maioria dos praticantes;
- A máquina certa depende sempre do perfil real de utilizadores do espaço, não apenas da variante mais popular ou do preço de catálogo.

Os utilizadores não preferem sempre treinar peito e ombros? Na prática, sim, e é precisamente esse o problema.
Um estudo publicado no International Journal of Sports Physical Therapy analisou a relação entre a força dos movimentos de empurrar e de puxar em adultos fisicamente ativos e encontrou um desequilíbrio significativo. A conclusão reforça a importância de incluir exercícios como a remada na máquina.
Em média, os homens empurram 1,57 vezes mais do que puxam e, nas mulheres, esse valor aproxima-se das três vezes. Este tipo de desequilíbrio tem sido associado a alterações posturais e a maior risco de lesão no ombro, embora a relação exata ainda esteja a ser estudada.
Um espaço de treino que privilegia máquinas de empurrar, como o supino ou o press, em detrimento de equipamentos de puxar, como a remada na máquina, acaba por reforçar esse padrão. A remada na máquina ajuda a equilibrar o treino e oferece uma forma guiada, confortável e segura de fortalecer os músculos das costas, um grupo muscular que muitos praticantes acabam por trabalhar menos do que deveriam.
Segundo a Velocisport,
"Quando planeamos uma zona de força, não olhamos para cada máquina de forma isolada. Procuramos criar um conjunto de equipamentos que incentive um treino equilibrado e responda aos diferentes perfis de utilização."
Alguns erros de execução reduzem a eficácia da remada na máquina e aumentam o risco de sobrecarga, sobretudo quando a carga é superior ao que o utilizador consegue controlar. Os mais frequentes são:
- Curvar a coluna para gerar impulso e transferir parte do esforço da zona média das costas para a região lombar;
- Utilizar uma carga excessiva, o que compromete a amplitude e o controlo do movimento;
- Elevar os ombros durante a puxada para reduzir o trabalho dos romboides e do trapézio médio;
- Ignorar os ajustes do equipamento, como o apoio do peito ou a posição inicial, o que dificulta uma execução estável e confortável.
A Velocisport refere:
"Mesmo numa máquina guiada, a ergonomia e os ajustes fazem diferença. Um equipamento bem concebido facilita uma utilização mais confortável e ajuda a reduzir erros de execução."
Estas recomendações são gerais e não substituem uma avaliação individual. A orientação de um profissional continua a ser recomendada para adaptar a técnica ao perfil e aos objetivos de cada utilizador.
À primeira vista, os equipamentos de remada podem parecer semelhantes. No entanto, pequenas diferenças na configuração do equipamento, na ergonomia e na qualidade dos componentes podem influenciar a experiência de utilização e a durabilidade do equipamento.
Antes de decidir qual o melhor equipamento para o seu espaço, responda às seguintes questões:
Remada sentada, remada baixa e remada convergente não são apenas nomes diferentes para o mesmo exercício. Cada variante altera ligeiramente o percurso do movimento e a forma como os músculos das costas são solicitados. Em espaços com utilizadores de diferentes níveis e objetivos, disponibilizar mais do que uma opção permite oferecer um treino mais completo e adaptado.
Em contexto comercial, o sistema de cabos, polias e pesos deve suportar uma utilização diária intensa sem comprometer a fluidez do movimento. A robustez da estrutura e a qualidade dos componentes fazem diferença não só na durabilidade do equipamento, mas também no conforto e na consistência da experiência de treino.
Como refere a equipa Velocisport:
"Um bom projeto começa por perceber as necessidades do espaço. Só depois faz sentido recomendar a opção e a configuração mais adequadas."
A remada na máquina é um equipamento de força para as costas, guiado e com carga ajustável. A máquina de remo é um equipamento de cardio, com banco deslizante, que trabalha o corpo todo em simultâneo, não um grupo muscular isolado.
A remada na máquina trabalha sobretudo o grande dorsal, o trapézio e os romboides e contribui também para um treino mais equilibrado da parte superior do corpo.
Embora todas trabalhem os principais músculos das costas, existem algumas diferenças. A remada baixa privilegia um movimento horizontal e é uma das opções mais versáteis para desenvolver o grande dorsal, os romboides e o trapézio.
A remada alta altera o ângulo da puxada, envolvendo mais a parte superior das costas e a zona posterior dos ombros.
Já a remada convergente permite que cada braço trabalhe de forma independente, seguindo um movimento mais natural e oferecendo maior conforto e amplitude a muitos utilizadores. A escolha depende dos objetivos do treino e do perfil dos utilizadores.
Sim. Por ser um equipamento guiado, oferece maior estabilidade durante o movimento. Ainda assim, a orientação de um profissional continua a ser recomendada.
Depende dos objetivos e do nível de experiência do utilizador. A orientação de um profissional é a forma mais segura de definir a frequência ideal para cada caso.
Além da robustez da estrutura, importa avaliar a qualidade do sistema de cabos e pesos, a ergonomia, os ajustes disponíveis e a capacidade para suportar uma utilização intensiva.
A manutenção inclui a inspeção periódica dos cabos, das guias de movimento e dos pontos de fixação, conforme as recomendações do fabricante.
Em espaços com utilizadores de perfis variados, sim. Disponibilizar diferentes variantes permite responder melhor a objetivos e níveis de experiência distintos.
Sempre que existam dúvidas sobre a opção mais adequada ou sobre a integração deste equipamento no espaço de treino. Um aconselhamento técnico ajuda a selecionar a solução mais adequada ao perfil dos utilizadores e aos objetivos do projeto. Fale com um especialista, esclareça as suas dúvidas sobre remada na máquina e peça uma proposta personalizada.
Fontes e revisão editorial
Âmbito Editorial
Este artigo tem carácter informativo e destina-se a apoiar decisões de equipamento em contexto profissional (ginásios, hotéis, home gym). Não substitui avaliação técnica personalizada por especialista em equipamento fitness.
Autoria e Revisão Técnica
Conteúdo produzido pela equipa editorial da Velocisport com base em experiência acumulada em projetos de equipamento fitness profissional em Portugal, incluindo a rede de ginásios TTF e instalações hoteleiras de referência.
Base Técnica
Critérios técnicos de equipamento fitness profissional, especificações Nautilus e experiência de campo em projetos instalados em Portugal.
Fontes de Referência
International Journal of Sports Physical Therapy, Upper body push and pull strength ratio in recreationally active adults
Notas de Conformidade
Artigo produzido segundo critérios E-E-A-T. Claims técnicos baseados em fontes verificáveis ou experiência de campo documentada. Linguagem objetiva, sem afirmações absolutas não sustentadas.